:: Cultura de Café ::
Foto: Arquivo pessoal
Eu acho incrível como o povo argentino se organiza em torno do café mesmo sem ter tradição nenhuma em café. Acho admirável. O café argentino é o pior possível, pela simples razão de que eles não produzem café.
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O porteño é um bon vivant: pode simplesmente passar uma manhã ou tarde inteira sentado em um café lendo um livro ou um jornal sem ninguém achar estranho nem cobrar mais consumo - nem pensar que é um preguiçoso. Os cafés, aqui, são, portanto, um espaço para sentar, ler um jornal ou um livro tranquilamente, sem ser importunado. Junto com o mate e o kiosko, o café é quase uma instituição. Quando se paga por um cafezinho aqui, se recebe um bolinho ou biscoitinho junto.
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É sempre uma alegria tentar descobrir qual a surpresa do dia.
Foto: Arquivo pessoal
Ir a um café é o pretexto ideal para encontrar amigos, marcar um encontro de negócios, armar uma mesa de estudos com os amigos. Diferente do Brasil, em que o café serve para nos dar aquela dose de ânimo nas primeiras horas do dia, depois do almoço ou no fim da tarde, e tem fins específicos, aqui o café é a cerimônia por si.
Muito comum ver as pessoas com os copinhos de café pelas ruas, os garçons carregando bandejinhas com café de lado para o outro entre estabelecimentos comerciais, servindo a quem precisa de um cafezinho a qualquer hora do dia.
Só Buenos Aires tem cerca de 8 mil cafés e apenas 74 desses foram reconhecidos como "cafés notables" ou seja, são lugares que possuem cafeteiras de até um século de vida.
Entre os tipos mais pedidos, estão:
Cortado: Café preto com um pouco de leite. Dizem que é a melhor opção de café a se pedir na Argentina, por razões óbvias.
Lágrima: Café preto com uma lágrima de leite. Ou seja: bem pouquinho mesmo, uma gotinha, só pra constar.
Café con leche: Um clássico, metade café metade leite, especialmente se acompanhado de media lunas. Todo café serve esse combo.
Cappuccino: Café, leite, creme, canela e chocolate, costuma ser essa a combinação.
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A gente vai a tanto café, com tanta frequência, que resolvi organizar minha listinha dos favoritos.
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Dos Cafés de Rede
Havanna – Café de rede, espalhado por toda cidade. Brasucas conhecem o Havanna mais pelo alfajor, que eu, sinceramente, não acho o melhor do mundo.
Martinez – Também de rede, tem um em cada esquina em Buenos. Nada ó, mas salva a vida de quem precisa de wifi expresso.
Cafe Aroma – Nada demais, só bom custo-beneficio. Pede um combinado com 3 media lunas.
Piacere - Um café de rede com espírito italiano. Café delícia, atendimento bacana. Top.
Piacere - Um café de rede com espírito italiano. Café delícia, atendimento bacana. Top.
Foto: Arquivo pessoal
Dos Moderninhos
Tea Connection – Um dos cafés mais charmosos da cidade. Segue a linha natureba e é meio carinho, mas vai por mim. Eles tem o melhor café, forte, bem brasileiro. Top 1.
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Bartola – Lindo por fora, mas meio sem conteúdo, sabe como é? Nos serviram café fraco, em louça quebrada, pode isso? Palermo.
La Poesia – Daqueles cafés que você entra e não quer mais sair, sabe? Segue a linha café literário, tem carinha de pub. Café gostoso, atendimento bacana, mega acolhedor.
Gout Cafe – Très francezinho, charmoso, mas as cadeiras desconfortáveis não nos deixam ficar por muito tempo. Fofo que só.
Natural Deli – Um dos meus cafés preferidos da cidade. Naturebinha, como eu gosto. Combina bom café, fofura, bom atendimento e preço justo. Amo.
La Poesia – Daqueles cafés que você entra e não quer mais sair, sabe? Segue a linha café literário, tem carinha de pub. Café gostoso, atendimento bacana, mega acolhedor.
Foto: Arquivo pessoal
Natural Deli – Um dos meus cafés preferidos da cidade. Naturebinha, como eu gosto. Combina bom café, fofura, bom atendimento e preço justo. Amo.
Foto: Arquivo pessoal

Tips Bakery & More: Outro da série lindinho de morrer. Servem uns doces que não são tão doces e um café delicioso, bem forte, do jeito que eu gosto. Recoleta.
Le Pain Quotidien – Meio carex, mas lindo de chorar. O carro chefe são os pães orgânicos servidos com geléias de laranja, pêra, doce de leite e morango, manteiguinha e azeite. Servem café em xicarazinhas que mais parecem tigelinhas, sem asas. Sempre cheio de gente jovem e linda.
Foto: Arquivo pessoal
Dos clássicos e tradicionais
Gato Negro. Da série 'Cafes Notables' de Buenos Aires, é um dos mais tradicionais, daqueles para amantes do bom café de verdade. A variedade de cafés e chás é incrível.
Café da El Ateneo Grand Splendid – Olha, nem vou falar no café. Só pelo lugar, já vale ir lá.
Foto: Arquivo pessoal
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Foto: Arquivo pessoal
Petit Colón: Café chiquezinho, com ares retrô - talvez até mais retrô do que ele realmente é, já que foi inaugurado em 1978 - e frequentado pelos artistas e habitués do Teatro Colón, daí o nome. Legal se você quer brincar de deusa vintage ;)
Dandy Bar y Grill - O Dandy fica em frente à Plaza San Martin e é um daqueles lugares que te convidam a entrar. Não é bem um café, senão um restaurante/bar. Servem uns cafezinhos honestos com alfajor bem farto, bem doce.
Dandy Bar y Grill - O Dandy fica em frente à Plaza San Martin e é um daqueles lugares que te convidam a entrar. Não é bem um café, senão um restaurante/bar. Servem uns cafezinhos honestos com alfajor bem farto, bem doce.
Ah, e na hora de comprar café aqui na Argentina, repare bem: em geral, o pó é mais fininho do que no Brasil e faz bastante espuma.
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Comentários
Sem dúvida, caminhar pelas ruas, praças e cafés de uma cidade, sem a azáfama das viagens de turismo faz toda a diferença. Parabéns, pelo blog e por partilhar suas vivências.