:: Onde comer? Restôs em Buenos Aires ::

Foto: Gualberto Praxedes 

Sempre que me perguntam para quem eu escrevo no blog, respondo que sobretudo, para os amigos que, como eu, AMAM viajar e sempre me pedem dicas sobre os lugares nos quais estive. 
Como a memória é fraca, organizar tudo em forma de post torna a vida beeeem mais fácil, especialmente quando quero recapitular o nome daquele hotelzinho charmoso onde me hospedei em São João Del Rei, ou o nome daquele prato que comi em Lisboa, que até hoje faz minha boca salivar. Como era mesmo?
Se eu fosse confiar em minha memória, pode crer que metade dessas lembranças estariam mortas, então dou três 'vivas' por recursos como este existirem.  

  
Foto: Gualberto Praxedes 

De todos os meus destinos, o lugar onde estive mais vezes foi
mi Buenos Aires querido
E claro, por ter morado lá, sobram dicas sobre que fazer, onde comer, onde se hospedar, do que fugir, que distribuo com simpatia e amor a todos que me consultam. 
Como o assunto da hora é onde comer, vamos que vamos. 
Em Buenos, as opções de restôs é tamanha, que chega a ser opressor ter que escolher entre tantas variedades.   
Enquanto estive lá, fiz uma listinha de lugares bacanas recomendados por amigos e blogs que costumava ler, e claro, minhas próprias descobertas que compartilho aqui com vocês.

Foto: Gualberto Praxedes 


1. Cumaná. Esse é meu restô número 1 da lista por combinar sabor + preço em um mesmo lugar. O Cumaná pra mim é uma mão na roda, por mostrar ao turista o que a culinária argentina tem de melhor. Arroz de campo, batata doce gratinada com nozes e queijo, locro, humita, pastel de calabaza (com queijo, milho, mel, mmmm). O único detalhe é que o lugar está SEMPRE lotadíssimo e os garçons se põem mal-humorados e nervosos (isso é beeem portenho) diante da demanda. Por isso, relaxe. Vá cedo, pegue uma mesa e abstraia o resto. Rodríguez Pena 1149. Recoleta.  


 batata doce gratinada com nozes e queijo do Cumaná


2. Sarkis. Restaurante armênio em Villa Crespo, preferido de 9 entre 10 habitantes que curtem uma culinária internacional em Buenos Aires. O lugar é tão popular que há fila na porta antes das 20:00. Quando chegamos já havia uma pequena multidão que se acotovelava para pegar uma mesa. Eu tinha ouvido dizer que se comia muito bem por pouco no lugar, que as porções eram mega generosas, o que achei, pero no mucho. A comida era diferente, e aí provei um montão de coisas que nunca havia provado antes: húmus (purê de garbanzos – grão de bico, meio pesado, mas uma delicia, se come junto com pão árabe, que sai quentinho na hora), kafta de carne (que apesar de não comer carne, tive que provar, e não me arrependo, tava uma delícia), moussaka, uma espécie de lasagna de berinjela, maravilhosa, e tabule, que eu já conhecia e as vezes arrisco fazer na minha casa do Brasil. Ah, lá no Sarkis tem uma mulher que pode ler a borra do café servido, a pedido (e cobra, mas o preço não é fixo). Provei também uma bebida típica árabe que tinha gosto de perfume, cujo nome, ooops, não me lembro. Thames 1101. Villa Crespo.


 Comidinha armênia do Sarkis

   
3. Chan Chan. Ainda na linha dos internacionais estrelados, o Chan Chan se destaca por servir comida peruana da melhor qualidade. Pode comer um ceviche fresco sem medo. Mas como há um preço a pagar por tudo, chegue cedo, porque outras pessoas tiveram a mesma ideia e a fila é grande. Hipólito Yrigoyen, 1390. Almagro.


 Ceviche yummy do Chan Chan

 Decor Kitsch do Chan Chan


4. POROTA. Cocina de Herencia. Na boa, essa foi uma daquelas descobertas gastronômicas despretensiosamente agradáveis. Minha refeição mais delícia em Buenos. Esse restôzinho de poucas mesas com cara de França está escondido em Palermo Hollywood como uma jóia rara. Lá, comi o melhor frango que já explodiu seu sabor em minha boca. Assim mesmo, bem dramático, como o tango, haha. Comi uma suprema de frango recheado com tomate seco e espinafre, risoto de queijo e suco de pomelo. Simples e divino. Salivo só de lembrar. Gorriti 5881. Palermo Hollywood. 

 Foto: Reprodução

 Foto: Reprodução


5. La Dorita.  Dizem que serve o melhor choripán de Buenos Aires e como ficava ao lado de minha casa, fui lá comprovar. Verdade pura. O pão, de tão fininho, se perde na salsicha, grossinha e bem temperada. Mais tradicional, impossível. Libertador Av. 798.


  Foto: Reprodução

1   6. Tia Margarita. Especializado em comida mediterrânea, esse é um daqueles restôs que a gente escolhe para dias comemorativos, até porque fica meio fora da rota dos restôs de moda de Buenos, láaa em Caballito. Depois de uma taça de champagne e um antepasto divino de pães com mayonesa de atum, pedi como prato principal panzotti de espinaca (tipo um raviolli, literalmente mergulhado em molho de queijo com nozes), e como postre, flan com dulce de leche, uma explosão tão, mas tão doce e calórica que acredite, apesar de faminta que estava eu, não conseguir terminar com a sobremesa. Av. Pedro Goyena 496. Caballito. 

  • 7. Xalapa. Restô mexicano em Palermo Soho. Não lembro de ter provado comida mexicana de vera antes. Fui direto no exótico, de pollo al mole, ou seja, frango com molho de chocolate. Gostei. El Salvador 4800. Palermo Soho. 


     Foto: Reprodução

8. Spring. Na minha humilde opinião, um dos melhores tenedores libres de Buenos. E melhor, zilhões de opções para vegetarianos, incluindo sushi. Amo. Bulnes 2577. Palermo.   
Amo comer :)

Comentários

Postagens mais visitadas